Precisamos falar sobre Chatbots

Vivendo na era da modernidade não nos surpreendemos com o fato da tecnologia assumir o papel do homem no que se refere ao contato direto com o consumidor. Os apps de chat e chatbots em atendimento online são tendências em plena ascensão, e claro, se tornando cada vez mais presente e relevante dentro de grandes empresas.

A necessidade de respostas rápidas e assertivas dentro do expediente do usuário e não da marca (ou seja, 24 horas por dia, 7 dias por semana), faz do chatbot nas redes sociais um aliado para aqueles que buscam otimização de recurso, corte de verba e cliente satisfeito.

60% de grandes companhias já aderiram a esse tipo de atendimento automático.¹

Quando falamos de público, os dados mostram uma curiosidade: 72% dos consumidores acreditam que chatbots são um meio válido de atendimento, mas de alguma forma, 85% dos usuários não ficaram satisfeitos em suas experiências com a ferramenta

Boa parte da insatisfação se dá pela “demora” da espera para receber a resposta e também pela insatisfação do usuário em relação a resposta recebida.

Mais curioso ainda é que mesmo diante desses dados, 65% dos consumidores dizem que preferem chats hoje em comparação a cinco anos atrás.³
Mesmo com experiências não tão boas assim, o público em geral acha as funções de chat úteis para resolver problemas, a não ser quando se trata de um assunto complexo – o atendimento humano é o preferido por 100% dos usuários.

A melhor maneira de se manter atualizado e atender as expectativas dos consumidores em relação a esses serviços é buscar constantemente novos meios de interação, planejar minuciosamente todo o processo, contar com boas plataformas de inteligência e claro, falar com o seu público na mesma língua.

 

Fonte ¹ ² ³ – Eptica, 2017


Por André Luis
Analista de SAC 3.0 na iCustomer

Como prever uma crise nas redes sociais?

Saber que o controle de ressonância da voz de um consumidor insatisfeito nas redes sociais não está nas mãos das empresas é enxergar o óbvio.

Listamos abaixo algumas dicas preciosas que, com uma boa plataforma de monitoramento te ajudarão a mapear possíveis crises antes de chegarem ao pico:

Curva de buzz

Um volume incomum de posts capturados no monitoramento da marca define a necessidade de uma análise atenta. Crise nas redes sociais não determina um horário ou situação específica.

Tenha em mente a média de menções diárias que a sua marca gera nas redes sociais. Uma vez que você as monitora, vai identificar com facilidade qualquer curva fora do padrão.

Um post, vários comentários

Um número de interações crescente em torno de um único post é outro sinal de uma possível crise. Seja em um post publicado pela própria empresa ou um post criado por um usuário, fora do seu canal oficial. É necessário estar atento.

Alerta em tempo real

Se atributos como facilidade e agilidade em apresentar os dados citados nos 2 tópicos acima são importantes na escolha de um software de monitoramento,  o disparo automático de alerta em casos sensíveis é indispensável.

Determinar as regras do que deve ser alertado envolve um entendimento aprofundado do objetivo do monitoramento e do conceito de crise para a instituição.
Alguns alertas comuns no mercado: Continue lendo “Como prever uma crise nas redes sociais?”

Como se preparar para gerenciar uma crise nas redes sociais?

A propagação instantânea das informações publicadas nas redes sociais gera uma vulnerabilidade sem precedentes e privilégios, comprometendo facilmente a imagem de uma empresa para o bem o para o mal.
Uma crise pode ser gerada por qualquer fator, seja ele um aspecto de fato delicado ou algo irrisório, que jamais teria chamado a atenção da marca. Textos bem articulados ou belos discursos vazios não são suficientes para reverter a situação. É necessário agir com rapidez e inteligência.

Abaixo elencamos algumas das principais medidas que podem ser aplicadas caso uma crise aconteça:

 

Monitore as redes sociais continuamente
Acompanhar o que é publicado sobre sua marca e seu segmento nas redes sociais é indispensável para entender as ameaças, que por vezes podem até serem revertidas em oportunidades.


Tenha uma equipe especialista em crise
Capacite a equipe para que possuam uma visão micro e macro das áreas e processos da empresa, isso é valioso. Um time qualificado e focado saberá agir diante de uma situação assim.


Saiba reconhecer os erros e problemas
Negar ou fingir que a crise não existe é, dependendo do buzz gerado, mais nocivo do que assumir uma posição mais transparente e humanizada junto ao consumidor.


Não afaste o seu público
Defina quais são os perfis do seu público que devem prioritariamente ser inteirados do posicionamento da marca em relação ao problema, como: colaboradores, clientes e imprensa.


Resolva a crise no ambiente onde ela foi gerada
Se a crise foi gerada no Facebook, foque a comunicação do gerenciamento de sua crise por lá. Isso mostra que a empresa está empenhada em resolver o contratempo e gera motivos para o consumidor acreditar nas mudanças propostas.


Seja ágil
A rapidez dentro das redes sociais demostra a preocupação e disposição da marca para responder perguntas e tirar dúvidas em tempo real.


Publique um comunicado oficial
Além de continuar interagindo com o usuário, publicar uma nota de esclarecimento no canal oficial onde deu-se início a crise é uma possibilidade de alcançar uma base maior de usuários. Onde há comunicação clara e objetiva, as situações se tornam menos difíceis.


Colaboradores motivados
Conduza os colaboradores para o lado de sua marca. Os mantenham informados e evidencie a importância que o time possui para a empresa.


Nada de desespero
O desespero é a porta de entrada para que os descuidos sejam cometidos. Lembre-se que todas as empresas estão sujeitas à crise, não importa qual o porte ou a área de atuação.


Escolha as palavras com cautela
É necessário analisar cada palavra dirigida ao público. Afinal, quando mal colocadas, elas podem ser interpretadas de maneira negativa, detendo o poder de agravar ainda mais a crise.


Aprenda com a adversidade
Se tudo resulta em um lado bom e o outro ruim, definitivamente uma crise pode ser potencialmente interessante para levantar questões e rever pontos necessários para abrir rotas diferentes para alcançar o objetivo da marca.

 

Vale lembrar que não existe uma fórmula 100% segura para gerenciar uma crise. É preciso se envolver a fundo para elaborar uma estratégia específica adequada ao caso.

 


Por Elayne Merces
Analista de SAC 3.0 na iCustomer

As personas e sua relação com o consumidor 3.0

A forma como as marcas e os consumidores se relacionam passou por transições com o surgimento de novas ferramentas. Em uma era onde o uso de tecnologia já faz parte do dia-a-dia de grande parte das pessoas, as empresas encontram-se cada vez mais preocupadas com a criação de personagens que irão auxiliar tal processo de interação.

A persona, diferente do público-alvo, nos dá uma visão mais detalhada de quem a marca quer atingir. Ela terá nome, emprego, problemas, hábitos e muitas particularidades que serão diretamente interligados a sua marca – permitindo uma maior ambientação aos usuários, fazendo com que a interação se torne muito mais pessoal e com uma linguagem ideal, acabando com o que antes era padronizado e impessoal.
Para isso é necessário que sejam realizados estudos aprofundados por meio de pesquisas e entrevistas, afim de aumentar o nível de assertividade em sua interação, gerando assim um melhor direcionamento estratégico da empresa.

O critério consolidado não é o mesmo desde que os consumidores obtiveram a percepção de que a tecnologia pode lhes oferecer poder sobre as marcas, essa inversão de papéis o elevou ao nível 3.0 e gerou uma incessante busca por parte das empresas em transformar informações em conhecimento, afim de conhecer a fundo seu consumidor e deixar de lado a forma genérica com que eram tratados.

Hoje é possível extrair informações de maneira mais rápida e eficaz. A possibilidade de analisar históricos de atendimentos por meio de ferramentas especializadas tem se tornado uma grande aliada do SAC 3.0, já que agora lidamos com uma grande pluralidade de canais e maior fluxo de interações. Isso tem tornado mais assertivo não só o atendimento como toda a estrutura de negócios que agora gira em torno desse novo consumidor, que é cheio de informações e consciente de que tem o poder de escolha.

 


Por Marina Ishikawa
Analista de Mídias Sociais na iCustomer

Crowdfunding foi o que restou da nossa esperança no próximo?

Recentemente, a Campanha de Doritos Brasil (PepsiCo), associada à distribuição gratuita do Doritos Rainbow no Festival Milkshake e a 21ª Parada LGBT de São Paulo, causou um elevado buzz – até gerando um ou outro discurso homofóbico nos canais digitais da marca.
O fraco front primitivo não conseguiu ofuscar a generosa ação da companhia, que arrecadou (em menos de 1 mês) R$107.148,39 para a ONG Casa 1, em prol das pessoas LGBT que foram expulsas de casa. A ação ocorreu via plataforma de financiamento coletivo, o Kickante.

 

 

A busca por incorporação de posicionamentos institucionais inovadores e a atribuição de significados sociais à produtos é crescente no mercado. Consumidores começam a fazer questão de integrar “redes do bem”.
Nessa enorme onda de coletivismo, as gerações Y e Z estão sempre prontas para opinar sobre tendências que, muitas vezes, pouco conhecem a fundo; influenciando, assim, positiva ou negativamente as taxas de lucro das marcas.
O poder do bom argumento ativista é quase disputado como um troféu pelos usuários.

 

Em contrapartida, abnegar-se do próprio “eu” e praticar empatia, parece contraditório à primeira vista, mas a sensação de pertencimento à uma causa, impulsiona o usuário a ir contra o hábito da fluidez moderna – contribuindo para que pessoas e até comunidades sejam auxiliadas, da circunstância mais fútil até o motivo mais nobre, como o exemplo do snack Doritos Rainbow.
As plataformas online de crowdfunding são um claro exemplo contemporâneo desse rompimento da paralisia da ação, com poder de transcender o lugar das pessoas no mundo, gerando o bem com alguns cliques. Se hoje, para ser egoísta, é necessário olhar para fora, começo a crer que o meio justifica sim quaisquer fim. Ou quase.

 


Por Giovani Lanzotti
Analista de SAC 3.0 na iCustomer